• Editora Literal

Justiça no âmbito familiar

Atualizado: 25 de Mar de 2020


Vagner Queiroz


Segundo a Wikipédia, “Justiça é um conceito abstrato que se refere a um estado ideal de interação social em que há um equilíbrio, que por si só, deve ser razoável e imparcial entre os interesses, riquezas e oportunidades entre as pessoas envolvidas em determinado grupo social”.

Esse conceito vém elaborado desde os tempos antigos, com o intuito de estabelecer a melhor relação entre os entes. Entretanto, em épocas distintas, esse conceito tem sido ampliado na tentativa de satisfazer as relações comuns.

Na família não é diferente: a preferência pelo nascimento de filhos do sexo masculino, para a representação e continuidade dos negócios da família, etc., o casamento com a intenção de fortalecer os laços entre famílias, não se observando a vontade dos nubentes, muito menos da mulher envolvida, considerada como propriedade paterna. Mas isso vem mudando e grandes conquistas têm acontecido e com motivo para celebração, em especial por parte das mulheres.

A luta continua, e aqui não entrarei no mérito, entretanto, em relação aos valores perseguidos, como inclusão, liberdade e igualdade entre todos, nesse mover ideológico, o que aparenta é sempre uma ‘balança desequilibrada’. Em minha visão, como os defensores dos valores em questão sempre estão envolvidos e com isso buscam os seus interesses, dessa forma promovem um ambiente de ‘balança desequilibrada’.

Como então resolver essa questão? Como equilibrar as relações, pelo menos no âmbito da família?

A Bíblia tem a resposta! “Aqui não pode haver mais grego e judeu, circuncisão e incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre, mas Cristo é tudo e está em todos” (Cl 3.11, Nova Almeida Atualizada, 3ª ed. Barueri, SP: SBB, 2017). Paulo afirma que os que experimentaram dessa nova vocação com Jesus, por meio do Espírito Santo, o seu modus vivendis, foram transformados integralmente em sua essência; valores, desejos e vontades foram revestidos de Cristo e estão em contínuo processo de transformação.

Ainda nesse capítulo, nos versos 5-10, verificamos que a pessoa imbuída dessa ‘nova vocação’, em seu âmbito pessoal, teve prática cotidiana alterada e está em processo de transformação contínuo. No âmbito relacional, versos 12-17, age como suporte aos outros, promovendo a paz e o perdão mútuos. No âmbito familiar, versos 18-21, as relações conjugal e filial propostas são de respeito e amor mútuos. E no âmbito profissional, versos 22-4.1, a relação patrão/funcionários é revestida com justiça, igualdade e respeito, pois o nosso Senhor é o mesmo, Jesus Cristo.

As relações humanas são desequilibradas, pois nelas permeiam os interesses pessoais, egocentrados; mas debaixo dos valores propostos pelo apóstolo Paulo estabeleceram os valores embasados nessa ‘Nova Vocação em Cristo’ e, por conseguinte, a vivência da justiça na família, uma relação mútua mais equânime, revestida de respeito e amor, perpassando o âmbito familiar e contribuindo para a melhor relação social. ▣


Rev. Vagner Queirozwww.abundante-vida.com

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