• Editora Literal

Missão da Igreja no século 21: E-vangelizar e E-quipar


Mário K. Simões


A última palavra de uma pessoa à beira da morte tem uma importância muito especial. Jesus Cristo, antes de voltar aos céus, disse estas últimas palavras aos seus discípulos: “Foi-me dado toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28.18-20).

Essas palavras são conhecidas como a Grande Comissão. Com elas, Jesus passou aos seus discípulos a missão e o propósito da Igreja daquele dia em diante. Essa tarefa pode ser dividida em duas partes. A primeira, de evangelizar, “ir e fazer discípulos”, e a segunda, de “ensinar a obedecer” tudo o que Ele havia ordenado.

Na carta aos Efésios, o apóstolo Paulo nos esclarece um pouco mais sobre o desdobramento desta missão. “Ele (Jesus) designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, como fim de preparar os santos para a obra do ministério” (Ef 4.11-12 – adendo do autor). Em algumas Bíblias em Inglês, a palavra “preparar” foi traduzida por “equipar”. Novamente, reforçando a responsabilidade dos líderes da igreja em ensinar, preparar e equipar os cristãos para realizarem a obra do ministério.

Já escrevi extensivamente sobre esse assunto no livro Meu Trabalho, Meu Ministério – Como usar o trabalho para fazer a diferença no mundo. Recomendo a leitura: www.mariosimoes.com

O fato é que a segunda vinda de Jesus Cristo ainda não aconteceu. Portanto, a missão da Igreja ainda continua a mesma: equipar os de dentro da igreja para evangelizar os de fora. Porém, como fazer isso no século 21? Como utilizar os recursos modernos e tecnológicos na missão da Igreja? Os meios e as ferramentas mudaram, porém, a mensagem e missão permanecem as mesmas. Portanto, como a Igreja cumpre sua missão na era digital?

E-vangelizar

Tive o privilégio de nascer em uma família de comunicadores evangelistas.

Meu saudoso avô, Pr. Walter Kaschel, foi intérprete de Billy Graham, considerado o maior evangelista de toda a história. Ele reunia milhares de pessoas em estádios de futebol, gravava esses megaeventos e depois os transmitia em programas de televisão.

Meu pai, Pr. Neco Simões, foi o diretor da primeira rádio evangélica no Brasil: a PRA7 em Ribeirão Preto. Anos depois, foi o dublador de outro grande evangelista de cruzadas televisivas, Jimmy Swaggart, do qual eu fui produtor dos programas exibidos no Brasil pela Rede Bandeirantes, nos anos 1980.

O mundo, porém, mudou muito nestes últimos 30 anos. Hoje, é muito difícil esperar que não cristãos venham a um estádio para ouvir e participar de uma campanha evangelística. A mensagem continua a mesma, mas os métodos precisam mudar. Fico feliz que a igreja tem ocupado horários nobres nas redes de televisão, porém, somente os cultos são transmitidos. Parece que os crentes só sabem fazer e transmitir cultos! Não, temos que ser mais criativos e estratégicos na maneira de apresentarmos o Evangelho transformador de forma mais relevante e inovadora.

Jesus disse que seus discípulos seriam “pescadores de homens”. Quem é pescador sabe que precisa ter a isca certa para pescar o peixe certo. Portanto, se queremos e-vangelizar (pescar), precisamos de iscas diferentes, criativas e inteligentes para atrairmos e alcançarmos diferentes pessoas (peixes) que ainda não conhecem o amor de Deus e o plano que Ele tem para elas.

Porém, a responsabilidade de pescar, pregar e e-vangelizar as massas não é somente dos pastores e evangelistas, e sim de todos os cristãos. Hoje, graças ao avanço da tecnologia, uma pessoa pode escrever artigos, postar fotos, gravar áudios e produzir vídeos maravilhosos usando os muitos canais disponíveis pelas redes sociais: WhatsApp, Messenger, Telegram, Instagram, Facebook, Youtube, blogs, podcasts e muitos outros novos que ainda serão criados na Internet. Há alguns anos, decidi atuar em todos estas multimídias e transformar minhas redes sociais em plataformas exponenciais!

Meu desafio para todo cristão é o seguinte: Pare de postar fotos, frases e vídeos fúteis da sua comida, do seu animal ou de passeios! Pense, produza e publique conteúdo inteligente e inspirador que fará a diferença na vida dos seus seguidores e amigos!

Afinal de contas, WWW (World Wide Web) também significa: Where We Witness (Onde Nós Testemunhamos)! Se cada um fizer a sua parte bem feita, a igreja estenderá sua influência muito além das suas quatro paredes e alcançará e influenciará todas as camadas da sociedade.

E-quipar

O apóstolo Paulo usou o meio de comunicação em massa mais eficaz disponível para ensinar e equipar os cristãos daquela época. Ele escreveu cartas. Muitas delas hoje fazem parte do Novo Testamento que temos em nossas Bíblias.

Paulo, porém, orientou as igrejas que lessem as cartas e depois as encaminhassem para que fossem lidas em outras igrejas de outras cidades. Desta maneira, os cristãos seriam ensinados e equipados para realizarem a obra de Deus onde estivessem.

Creio que nós vivemos em uma das épocas mais desafiadoras, porém, mais dinâmicas da história. Ao mesmo tempo em que a violência, pornografia e imoralidade se espalham por intermédio dos muitos meios de comunicação, podemos e devemos usá-los para ensinar, equipar e treinar pessoas.

Hoje, podemos produzir inúmeros cursos, seminários e palestras e disponibilizá-los para acesso livre ou pago por meio de plataformas de e-learning (educação a distância). Meu computador, tablet e celular tornaram-se minha universidade remota. Já fiz dezenas de cursos, certificações e capacitações que fizeram a diferença na minha vida. Hoje, ofereço uma série de cursos, webinars e palestras on-line e tenho alunos de várias partes do mundo que acessam esses conteúdos on-line.

Também podemos realizar sessões de aconselhamento, coaching e mentoria usando salas virtuais de vídeo conferências, individuais ou em grupo, por meio do Skype, Zoom, Hangout, Facetime, WhatsApp e muitos outros aplicativos. Regularmente, uso essas ferramentas para equipar indivíduos ou grupos em várias partes do Brasil ou no exterior. E o melhor de tudo, o custo é zero e os benefícios são imensuráveis.

Concluo com as palavras de alguém que tinha bem claro qual era a missão da Igreja para aquela época e também para nós hoje: “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades” (Cl 4.5).

Aproveite ao máximo as muitas oportunidades que Deus colocou em suas mãos! Lembre-se que E-vangelizar e E-quipar também são a sua missão! ▣


Mário K. Simões é escritor e palestrante internacional - www.mariosimoes.com / contato@preparando.com.br


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